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domingo, 22 de janeiro de 2017

Flamengo derrota Palmeiras e é bicampeão da Copa Brasil de Futebol Infantil

Gol de Lázaro no início do segundo tempo dá o primeiro título do ano para o futebol de base rubro-negro

Sub-15 é campeão da Copa Votorantim














Acostumados a vencer desde cedo. Após conquistarem o título da Copa Dadazinho no ano passado, os atletas da geração Sub-15 do Flamengo sagraram-se campeões neste domingo (22.01) da outra competição a nível nacional da categoria: a Copa Votorantim, também conhecida como Copa Brasil de Futebol Infantil. O segundo título em três anos conquistado pelos Garotos do Ninho na competição (o primeiro foi ganho em 2015) teve como herói o camisa 11 Lázaro, que marcou de esquerda aos 12 minutos do segundo tempo e calou o Estádio Domenico Paolo Metidieri, que estava lotado pela torcida palmeirense.
"Hoje a base do Flamengo se utiliza do princípio de trabalhar com atletas técnicos e competitivos, e que sejam capazes de fazer sempre a leitura dos jogos. Essa equipe que foi campeã hoje já havia vencido a Copa Dadazinho no ano passado, uma competição que também tem nível nacional. E todos se comportaram da mesma forma. É uma geração que, bem trabalhada, pode dar muitos bons frutos para o Flamengo no futuro.", disse o treinador campeão Mário Jorge.

Jogando em casa, o Palmeiras tentou pressionar o Mais Querido desde o início da partida, mas bateu de frente com um forte e eficiente esquema defensivo armado pelo Flamengo, que já sabia da força física da equipe adversária. Dono do melhor ataque, melhor defesa e melhor campanha da competição, o Rubro-Negro soube como controlar os ânimos e a pressão imposta pela equipe paulista e por sua torcida, equilibrou a partida e foi cirúrgico quando teve sua melhor chance no jogo, garantindo assim o primeiro título ganho pelas categorias de base do Ninho do Uburu, já a nível nacional, e no primeiro mês de 2017. 
 
"Sabíamos que a pressão em cima da nossa equipe seria muito grande na partida de hoje. O time do Palmeiras tem um perfil físico muito forte e alto, com muita velocidade na transição da defesa para o ataque. Fomos inteligentes na neutralização dessas características deles, e conseguimos matar o jogo num rápido contra-ataque, nos aproveitando muito bem de um momento de desequilíbrio do nosso adversário dentro da partida. Como estavam jogando em casa, sentimos em determinado momento que eles estavam um pouco ansiosos para fazer logo o gol, e graças a Deus fomos cirúrgicos quando tivemos a nossa oportunidade", finalizou o treinador Mário Jorge.
 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

 

Passou por cima! Fla faz 6 a 1 sobre o Vasco e é campeão carioca sub-17

Goleada na Gávea deixa agregado de 10 a 1 em decisão da Taça Rio. Promissora geração rubro-negra, comandada por Vinícius, já tinha conquistado a Taça Guanabara

 

Atropelamento rubro-negro na final da Taça Rio Sub-17. Depois não tomar conhecimento do Vasco e fazer 4 a 0 no jogo de ida, em São Januário, o Flamengo voltou a golear nesta quarta-feira, conquistou o segundo turno e, por tabela, o título estadual da categoria: 6 a 1  - 10 a 1 no agregado. Principal nome dessa promissora geração, Vinícius fez dois gols - um deles olímpico -, assim como Lincoln. Bill e Wesley completaram, enquanto Robinho descontou.  
lincoln e vinicius flamengo sub-17 (Foto: gustavo rotstein)Lincoln, o goleador, e Vinicius, o craque do time do Flamengo sub-17 (Foto: Gustavo Rotstein)
Com o título do Flamengo praticamente garantido pela vitória no jogo de ida, o primeiro tempo foi equilibrado e os donos da casa abriram 1 a 0 somente nos minutos finais, com Bill. Os rubro-negros, porém, voltaram avassaladores para etapa final e, de forma impressionante, marcaram quatro gols em 20 minutos: na parada técnica, o placar já apontava 5 a 0.  

A ampla desvantagem fez o Vasco perder a cabeça. Miranda e Linnick receberam o segundo cartão amarelo e foram expulsos. Apesar do adversário fragilizado defensivamente, o Flamengo fez somente mais um, até que Robinho colocou números finais no placar descontando para os vascaínos em rebote de cobrança de pênalti. Campeão da Taça Guanabara, o Fla repete a dose na Taça Rio e vence o Estadual sem a necessidade de uma final.

flamengo sub-17 (Foto: gustavo rotstein)Garotada do sub-17 do Flamengo comemora título sobre o Vasco no gramado da Gávea (Foto: Gustavo Rotstein)
flamengo, final, sub-17, carioca (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Jogadores do Flamengo comemoram título sobre o Vasco (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

flamengo, final, sub-17, carioca (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Jogadores do Flamengo posam para foto com medalhas e taças da competição (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Fonte: http://globoesporte.globo.com/rj/futebol/noticia/2016/11/passou-por-cima-fla-faz-6-1-sobre-o-vasco-e-e-campeao-carioca-sub-17.html



terça-feira, 15 de novembro de 2016

FLAMENGO É CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL PELA TERCEIRA VEZ

O tricampeonato da Copa do Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma campanha de superação e talento


O ano era 2012 quando foi eleita, em dezembro, uma nova diretoria para o Clube de Regatas do Flamengo. Eduardo Bandeira de Mello, juntamente com seus vice-presidentes e diretores, prometeu revolucionar o clube, principalmente na parte financeira. A partir de dezembro, foi iniciada uma verdadeira operação, com o foco no gasto responsável do dinheiro que o Mais Querido arrecadava e com a gestão de maneira transparente e inteligente. A história dessa Copa do Brasil teve início em dezembro daquele ano.


Na reformulação do elenco, uma grande quantidade de jogadores foi dispensada ou vendida. Nomes como Wellington Silva, Magal, Botinelli, Negueba, o ídolo Maldonado e Vagner Love, dentre outros, saíram do clube a fim de aliviar a folha salarial. Em contra-partida, foram contratados alguns atletas para reforçarem posições pontuais no elenco, juntamente com alguns garotos que subiram das categorias de base naquele ano. Os principais jogadores que chegaram para elevar o patamar do elenco em funções fundamentais foram o meio-campista Gabriel, o zagueiro Wallace, e o volante que, mais tarde, viria a tornar-se o capitão da equipe, Elias.


Durante a disputa do Campeonato Carioca, alguns garotos que vinham bem no time sub-20 ganharam chances na equipe principal, e foram de fundamental importância na campanha da conquista da Copa do Brasil daquele ano, principalmente os atacantes Rafinha e Nixon. Ambos chamaram a atenção com uma atuação de gala na goleada por 4 a 2 contra o Vasco, tendo o primeiro marcado um verdadeiro golaço em uma arrancada em velocidade saída do campo de defesa rubro-negro.


A força ofensiva composta por garotos começava a ganhar corpo.


Na estreia da competição nacional, o Flamengo enfrentou o Remo em duas partidas. Na primeira, o destaque ficou para Rafinha que, em uma grande jogada pela ponta esquerda, passou no meio de dois jogadores e bateu de chapa no canto. A bola ainda desviou em Hernane antes de entrar e dar números finais ao confronto.


Já na segunda partida, disputada em Volta Redonda, o camisa 9 rubro-negro teve uma atuação impecável, anotando todos os três tentos do Mais Querido. Hernane demonstrava oportunismo, excelente posicionamento e um poder enorme de finalização, características de todo grande centroavante.


O adversário seguinte foi o Campinense.

No primeiro confronto, foi a vez de um veterano roubar os holofotes. Com uma história de longa data com o clube da Gávea, o meio-campista Renato Abreu estava de volta ao Flamengo. O "Urubu Rei" marcou ambos os gols do Mais Querido na partida da maneira que tornou-se sua especialidade com o passar dos anos, as cobranças de falta. Todas levavam perigo ao gol adversário, e a maioria parava no fundo das redes. Sua técnica era invejável, aliando a força à precisão em cada batida.



A partida de volta foi disputada no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora. Elias marcou o segundo tento do confronto, que terminou em vitória rubro-negra por 2 a 1, que viria a ser um dos gols mais bonitos de toda a campanha. Após um drible desconcertante, o camisa 8 tabelou com Hernane e Paulinho na entrada da área, que deu um passe por elevação de costas para o gol. Elias fez a infiltração pelo meio da defesa do Campinense e finalizou com precisão na saída do goleiro.



Na sequência, foi a vez do ASA, de Arapiraca.



O jogo marcava a participação rubro-negra na terceira fase da competição. Na primeira perna, Nixon foi o nome da vitória por 2 a 0 com um gol e uma assistência. Já na segunda partida, os tentos de Elias e Marcelo Moreno, ambos completando para o fundo das redes com extrema categoria jogadas construídas pelas beiradas do campo, garantiram o prosseguimento do Flamengo na competição.



Foi então que chegaram as oitavas de final.





O Mais Querido enfrentaria a equipe que vinha dominando o futebol brasileiro nos últimos anos. Comandados por Marcelo Oliveira, o Cruzeiro venceria o Brasileirão de 2013 de forma antecipada e no ano seguinte também se sagraria campeão. No entanto, toda essa qualidade em campo foi ofuscada pelo brilho predestinado do elenco que envergavam com garra e talento o Manto Sagrado.




Na primeira partida, o gol de Carlos Eduardo manteve o Flamengo na briga. A equipe mineira ganhava por 2 a 0 quando, aos 23 minutos da etapa final, o Marcelo Moreno aproveitou uma confusão na zaga celeste e finalizou. A bola tocou caprichosamente a trave e sobrou limpa para o meia, que apenas empurrou para o fundo das redes.




O segundo jogo foi pautado pela tensão. O Mais Querido voltava ao Maracanã após um longo período de três anos fechado para reformas a fim de receber a Copa das Confederações daquele ano e a Copa do Mundo do ano seguinte. O estádio estava completamente lotado, com a Nação fazendo uma festa linda e apoiando os atletas em campo desde o primeiro minuto.



A partida ia se encaminhando para o fim. Flamengo e Cruzeiro tiveram diversas oportunidades para marcar, com alternâncias durante todo o confronto em termos de posse de bola e chances criadas. A eliminação era iminente naquele momento, mas aquele elenco tinha entendido perfeitamente o que é vestir o Manto Sagrado. O desejo de seguir adiante era visível em cada um daqueles jogadores. E foi então que, aos 42 minutos do segundo tempo, uma jogada espetacular de Paulinho pelo lado direito abriu a oportunidade para o cruzamento. Os atacantes do Mais Querido levaram a zaga celeste para dentro da pequena área e, inteligentemente, Elias se posicionou próximo à marca do pênalti, sozinho. O camisa 26 encontrou o capitão com passe preciso, que finalizou com maestria levando o Flamengo à próxima fase da competição. A comemoração emocionada do volante permanece na memória dos torcedores até hoje.






O que se viu depois foi um verdadeiro massacre no clássico.





As coisas não vinham bem no Campeonato Brasileiro. Após uma derrota por 4 a 2 para o Atlético-PR, o ex-técnico Mano Menezes pediu demissão, deixando a equipe no meio da competição. A coragem de Jayme de Almeida deu um ânimo novo para a equipe após tomar as rédeas da situação. O time estava motivado novamente e disposto a conquistar o título, além de sair da situação de perigo no outro torneio nacional.



Depois da primeira partida, que terminou empatada por 1 a 1, com o gol rubro-negro marcado por André Santos, a Nação lotava novamente sua casa para o confronto da volta. Em uma atuação para crítico algum botar defeito, o Flamengo goleou o Botafogo por 4 a 0. Como de costume naquela temporada, o centroavante Hernane foi, mais uma vez, o dono do show. Três dos quatro tentos foram marcados pelo camisa 9, que ainda veio a sofrer o pênalti cobrado por Léo Moura e que fechou o placar. O Flamengo estava nas semifinais.







O próximo adversário seria o Goiás.






A equipe do centro-oeste brasileiro havia eliminado o Vasco em um confronto equilibrado na fase anterior, o que mostrava que não seria tarefa fácil passar pelo time goiano. A primeira partida foi realizada no Serra Dourada e viu uma suada vitória rubro-negra por 2 a 1, com todos os gols sendo marcados na etapa inicial. Paulinho abriu o placar em finalização precisa após limpar o defensor oponente com um drible curto, que era sua especialidade. E por falar em especialidade, o veterano zagueiro Chicão deu números finais à partida após cobrança de falta perfeita no canto direito do goleiro.



No jogo da volta, no Maracanã, um susto logo de início. Aos 5 minutos de partida, Eduardo Sacha marca o primeiro gol do confronto. O que poderia ser visto como um banho de água fria para a torcida teve o efeito contrário. O barulho no Maior do Mundo era ensurdecedor, com cantos incessantes vindo das arquibancadas. Foi então que, aos 14 minutos, um ataque brilhante é construído a partir da intermediária viu Elias tentar finalizar. A bola rebateu na zaga e sobrou para o artilheiro Hernane, que encobriu o goleiro com a categoria típica do goleador. O jogo estava igual novamente.








O ímpeto rubro-negro cresceu ao decorrer da partida. As jogadas vinham acontecendo e as chances estavam amontoando-se. Eis que uma bola tocada para Elias, ainda um pouco longe do gol, foi parar no fundo das redes após uma batida perfeita do volante. Na comemoração, mais um momento emocionante. A homenagem do camisa 8 ao filho Davi, que passava por problemas de saúde à época. Durante todos os dias que antecederam o confronto, foram inúmeras as mensagens de incentivo por parte da torcida ao atleta e a seu filho, dando forças ainda maiores nessa luta, mostrando que nenhum deles estaria sozinho.







Uma linda maneira de retribuir todo esse carinho.



O Flamengo chegava à final, que seria disputada justamente contra o time que provocou o pedido de demissão do antigo treinador.









Na primeira perna do confronto, um atacante que viria a juntar-se ao Flamengo na temporada seguinte, o ponta-direita Marcelo Cirino, abre o placar aos 18 minutos de partida. No entanto, quando a primeira etapa se aproximava do fim, o volante Amaral acerta uma bomba de rara felicidade de fora da área. A bola vai no ângulo, indefensável para o goleiro Weverton. O jogo termina em 1 a 1, dando a vantagem de um empate sem gols no Maracanã para garantir o título ao Mais Querido.








Apesar disso, em sua casa, só a vitória interessava ao clube da Gávea. Um jogo completamente que estava dominado pelo time carioca, mas o gol teimava em não sair. As oportunidades foram se acumulando durante toda a primeira etapa e até o final da segunda. Mas o Flamengo tinha Paulinho e Elias. A parceria vinha dando certo durante toda a campanha, com passes, infiltrações, dribles, assistências e finalizações perfeitas. Foi em uma jogada pela esquerda, aos 42 minutos de partida, que o ponta rubro-negro deixou o camisa 8 na cara do gol, para abrir o placar e deixar o Flamengo com a mão na taça. A emoção toma conta do estádio.



O confronto já ia se encaminhando para o fim dos cinco minutos de acréscimo dados pelo árbitro. A Nação soltava o grito de "é campeão" a plenos pulmões. Mas faltava a cereja do bolo. Duas grandes atuações foram coroadas com um gol nos últimos segundos de jogo. Luiz Antônio, que seria eleito o melhor jogador da final, faz boa jogada pelo lado direito e cruza para Hernane. O artilheiro da competição marcaria seu oitavo gol com maestria. Após dominar a bola, o camisa 9 acerta um voleio lindo no canto do gol adversário. A festa tomou as ruas do Rio de Janeiro e do Brasil.










Naquela noite, no Maracanã, o Flamengo sagrava-se tricampeão da Copa do Brasil.




























FLAMENGO É HEXA!

Vencer, vencer, vencer; vencer, vencer, vencer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois de 17 anos, o Flamengo volta a conquistar o Campeonato Brasileiro e é hexacampeão nacional 

 

Vencer, vencer, vencer, vencer, vencer, vencer
Depois de 17 anos, o Flamengo volta a conquistar o Campeonato Brasileiro e é hexacampeão nacional
Depois do Maestro Junior levantar a taça do Campeonato Brasileiro em 1992, foram 17 anos de espera até que os mais jovens rubro-negros pudessem comemorar um título nacional. Mas o destino caprichou na hora de levar novamente este troféu para a Gávea. Com os capítulos Quebra de Tabu, Técnico Ídolo da Casa, Craques Protagonistas de Volta, Coadjuvantes Brilhando, Torcida Jogando Junto, Maior Mosaico do Mundo e Gol do Título de Ronaldo Angelim foi escrito O Flamengo Hexacampeão.

Início da temporada
 
O ano de 2009 começou com a torcida pressionando o Flamengo por estar fora da Taça Libertadores da América, já que a equipe tinha terminado o Brasileirão 2008 em um frustrante quinto lugar, a apenas um ponto da zona de classificação. Mas é na adversidade que o Flamengo cresce e a pressão muitas vezes traz bons resultados ao time Mais Querido do Mundo. Naquele ano, pela primeira vez na história, o Mengo conquistaria o título nacional e o Campeonato Carioca na mesma temporada. O estadual deu o quinto tricampeonato ao clube e foi a 31ª conquista do Flamengo na competição, que passou a ser o maior vencedor da história do torneio. 
 
No primeiro jogo do ano, uma magra vitória por 1 a 0 sobre o Friburguense, no Maracanã. No segundo, mais três pontos sem sobras, com um 2 a 1 sobre o Bangu, em Volta Redonda. Mas depois de um janeiro com 100% de aproveitamento, março reservava uma surpresa desagradável. Nas semifinais da Taça Guanabara, em pleno sábado de carnaval, uma derrota de 3 a 1 para o Resende deixou um Maracanã lotado atônito. Na decisão do primeiro turno do Carioca, acabou dando Botafogo. Na Taça Rio, com raça e determinação - além de motivados pelo capitão Fabio Luciano, que havia comunicado sua aposentaria ao final do Carioca -, os rubro-negros ganharam força e retomaram o caminho das vitórias, chegando à decisão do segundo turno. O Alvinegro só precisava de uma vitória para levar o estadual, já que havia conquistado a Taça Guanabara. Mas deu Flamengo. O zagueiro alvinegro Emerson marcou contra e deu o gol da vitória ao Rubro-Negro, que disputaria mais um jogo com o rival para decidir a finalíssima do Estadual. Em um jogo emocionante, outro empate por 2 a 2, outra decisão por pênaltis e outra vitória do Mais Querido. Era o quinto tricampeonato estadual da história do clube, que conquistava seu 31º título estadual e assumia o posto de maior vencedor da história da competição.
 
Reformulação no futebol
 
A eliminação para o Internacional na Copa do Brasil, os rumores de crise entre treinador e jogadores e os resultados negativos que começaram a aparecer no Brasileirão resultaram em mudanças no futebol. Andrade assumiu o posto de treinador, inicialmente como interino, e Marcos Braz o de vice-presidente de Futebol. Ibson e Fabio Luciano precisavam de substitutos e jogadores lesionados precisavam de reposição. Chegaram David, Álvaro e Maldonado para o setor defensivo e Denis Marques e Gil para o ataque.

Deixou chegar
 
Com o decorrer da temporada, a equipe foi se acertando e embalou de vez com dez jogos de invencibilidade. Um pequeno susto na derrota para o Barueri interrompeu a sequência, mas que não foi obstáculo. Palmeiras, São Paulo, Atlético-MG, Grêmio, Cruzeiro... os adversários na luta pelo título tropeçavam e o Flamengo só subia na tabela, deixando de vez a proximidade com a zona do rebaixamento e começando um namoro sério com o G-4 - que virou casamento. Já firme na zona de classificação para a Libertadores, o que era sonho se tornou palpável: a briga nas três últimas rodadas era sem dúvidas pelo título.
Chegou a 36ª rodada. Flamengo x Goiás. Maracanã lotado, torcida em êxtase com o maior mosaico do mundo, São Paulo derrotado pelo Botafogo e a necessidade de apenas uma vitória para assumir a liderança. Se o início do jogo foi absolutamente fantástico no momento em que os milhares de braços se ergueram para lembrar que A Maior Torcida do Mundo Faz a Diferença, o apito final do juiz que decretou o empate sem gols foi um banho de água fria nos ânimos da Nação. Mas foi justamente o Goiás que, na rodada seguinte, acabou favorecendo o Flamengo: o Esmeraldino goleou o Tricolor Paulista por 4 a 2 no Serra Dourada, enquanto o Mengão bateu o Corinthians por 2 a 0, em São Paulo. A combinação dos resultados deixou o Rubro-Negro na liderança faltando uma rodada para o fim.

Que torcida é hexa
 
Cada minuto que separava a penúltima rodada da derradeira partida do Brasileirão parecia durar os 17 anos de espera desde o último título. O Brasil respirava Flamengo, que era mais assunto que sempre nas páginas dos encartes jornalísticos de esporte. Nunca demorou tanto para chegar domingo. E ficou reservado ao eterno camisa 6 da Gávea ser o técnico da conquista do sexto campeonato nacional no dia seis de dezembro.
 
Rio de Janeiro, Estádio Mário Filho, 17h. No placar, os nomes de Flamengo e Grêmio aguardavam quais seriam os números que completariam o letreiro ao apito final. Bola rolando, arquibancada com os nervos à flor da pele. Logo aos dois minutos, a bola passou perigosamente próxima à meta de Bruno. Do outro lado, Zé Roberto deu um lançamento magistral para Adriano, que desperdiçou. O sentimento de que ninguém tiraria aquele título do Flamengo era forte, mas, quando o cronômetro apontava os 21 minutos, Roberson cabeceou a bola alçada em cobrança de escanteio para abrir o placar para o Tricolor Gaúcho. Como doeu ver o balançar do Véu de Noiva. Enquanto os rubro-negros tentavam entender como aquilo poderia estar acontecendo, a bola ia de pé em pé no gramado, em busca do empate. E apesar de parecer que tinham se passado horas, apenas oito minutos depois Adriano recebeu dentro da área, disputou com o zagueiro e pediu pênalti. Mas o Imperador não precisava se preocupar: na sobra, o zagueiro David Braz arrematou de pé direito acertou no canto de Marcelo Grohe. Tudo igual no Maraca. Mas o primeiro tempo não terminou antes de mais um susto, afinal, está no Estatuto - só pode - que todo jogo do Flamengo tem função de teste cardíaco. Aos 41 minutos, o Grêmio balançou a rede mais uma vez, mas graças a São Judas Tadeu - e, é claro, ao mal posicionamento do ataque tricolor e à correta marcação de impedimento do auxiliar - não valeu. 
 
Na etapa complementar, Léo Moura, Petkovic e Adriano ficaram muito perto de virar o jogo. Mas foi de um zagueiro a honra de marcar o gol do título. Logo dele, cuja maior vaidade é ver o Flamengo vencer. Logo ele estaria eternizado na história do seu clube de coração como o autor do tento que decretou o hexacampeonato rubro-negro. Aos 24 minutos, o camisa 43 bateu o córner e, com a técnica que lhe é peculiar, fez a bola se encontrar com a cabeça de Ronaldo Angelim, o responsável por tirar da garganta de 84 mil pessoas o grito de gol mais aguardado do ano. Enquanto Pet dava uma cambalhota de felicidade na junção da linha lateral com a de fundo, o Magro de Aço comemorava seu feito com a espontaneidade de um torcedor. Se dependesse de qualquer flamenguista, o jogo acabava ali mesmo. Mas ainda tinham mais momentos de tensão previstos no regulamento... Até que o árbitro olhou para o relógio e viu que já tinham passado mais de 48 minutos do segundo tempo antes de soar o apito. Nessa altura, o coração já não cabia no peito e as lágrimas já não cabiam nos olhos, insistindo em fugir para perto do sorriso fácil e sincero de quem tem no Flamengo sua maior paixão.
 
Os heróis
 
Na lateral do campo, o primeiro negro campeão brasileiro como técnico. E não foi só assim que Andrade fez história. O Tromba foi eleito o melhor técnico do ano pela CBF, o quarto brasileiro a ser campeão do torneio como jogador e treinador e o primeiro a conseguir tal feito pelo Flamengo. Andrade sozinho era hexa: tinha cinco taças como atleta e mais uma agora como "professor". 

Petkovic voltou ao clube para acertar dívidas. Mas segundo ele próprio, em diversas entrevistas, voltou também para ser campeão. O craque sérvio soube ganhar seu espaço com a técnica apurada e rara categoria que fazem dele um dos maiores depois de Zico e foi o grande maestro do time naquele ano. Com o cabalístico 43 nas costas do uniforme, tirou onda com gol olímpico e de falta, assistências magistrais e passes açucarados para os companheiros, que subiram de rendimento ao seu lado. 

Já Adriano, sete anos depois de deixar a Gávea, rescindiu contrato com a Inter de Milão para assinar com seu time de coração e foi fundamental na conquista, sendo artilheiro do Brasileirão com 19 gols, empatado com Diego Tardelli. Ele só queria ser feliz. E sabia muito bem onde estava a felicidade.
 

O QUINTO TRI ESTADUAL

O quinto Tricampeonato Carioca

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais uma histórica para o Flamengo 

 

Foi um ano de muitas expectativas para o Mais Querido. Na temporada que havia se passado, uma conquista extremamente significativa. A campanha do Bicampeonato da Copa do Brasil foi incrível, conhecendo seu fim com uma vitória com autoridade sobre o Vasco, no Maracanã, com uma performance coletiva inesquecível.

Chega 2007 e a competição que abre a temporada é o Campeonato Carioca. Na estreia contra a Cabofriense, a impressão deixada pela equipe é das melhores. Uma confortável vitória por 2 a 0, no Maracanã. Logo na rodada seguinte, com destaque para a partida excelente de Renato Augusto, o triunfo foi de 2 a 1, sobre o Volta Redonda.

A terceira rodada chegou e a maior contratação do Flamengo para a temporada começou a mostra a que veio. Artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2006, marcando 16 gols pelo Goiás, o centroavante Souza fez o tento que deu a vitória ao time rubro-negro contra o Boavista. Após essa partida, ocorreu o primeiro clássico da temporada, contra o Botafogo.
Foi uma partida emocionante, com diversas alternâncias no placar. Obina abre o marcador na primeira etapa, mas vê o Botafogo conseguir o empate poucos minutos antes do intervalo. Os times voltam ao gramado com uma intensidade ainda maior. Dodô faz, de pênalti, o gol da virada alvinegra, até o empate em tento marcado por Ronaldo Angelim. O Botafogo toma novamente a dianteira do placar, mas com um golaço de Roni da números finais ao clássico. 3 a 3 em um jogo emocionante.

Terminada a primeira fase, era hora das semifinais da Taça Guanabara. O Flamengo encara o Vasco para ver quem encararia o Madureira na grande final. O artilheiro Obina abriu o placar logo no início da partida, porém, no lance do gol, sofreu uma grave contusão no joelho esquerdo e foi substituído. O time cruzmaltino conseguiu o empate ainda no primeiro tempo. Após a segunda etapa sem gols, a decisão vai para os pênaltis. Durante as cobranças, brilha o goleiro Bruno, que pega a batida do argentino Dudar. Souza cobra a última penalidade e o Flamengo vai para a final.

Na primeira partida da decisão, o Mais Querido perdeu para o Madureira por 1 a 0. No segundo jogo, o time do subúrbio carioca precisaria apenas de um empate para conquistar o título. Os jogadores do time tricolor deram várias declarações polêmicas durante a semana que antecedeu o confronto, o que inflamou o elenco do clube da Gávea. Souza inaugura o marcador no primeiro minuto de jogo. Dois minutos depois, o Madureira consegue o empate.
O que poderia desmotivar o time rubro-negro teve justamente o efeito contrário. O Flamengo cresce na partida e, contando com todo o incentivo que vinha das arquibancadas, tomou a dianteira do placar novamente com mais um gol de Souza. O tento da tranquilidade foi marcado por Renato Augusto após bela jogada individual, passando por vários defensores do Madureira. Ainda deu tempo para mais um, também de Renato, mas, dessa vez, em cobrança de pênalti. Essa foi a  17ª Taça Guanabara da história do Flamengo.

O Botafogo foi o adversário na grande final do Estadual.

O alvinegro fez um primeiro tempo impecável, abrindo 2 a 0. Na volta para a segunda etapa, os comandados de Ney Franco cresceram na partida e buscaram o empate com gols de Renato Augusto e Léo Lima. Já na partida que decidiria o título, o Maracanã estava tomado pela Nação. A festa era linda, com uma atmosfera positiva que contagiou a todos os atletas.

Os gols saíram apenas no segundo tempo. Souza abriu o placar aos 7 minutos, mas, aos 11', o Botafogo chega ao empate em cabeçada de Juninho. Quatro minutos depois, Dodô consegue a virada para o time alvinegro. Apesar das adversidades, os torcedores que estavam presentes não pararam de cantar por um segundo sequer. Foi então que, aos 27 minutos, Renato Augusto acerta uma bomba de rara felicidade de fora da área, marcando um verdadeiro golaço, levando o confronto para os pênaltis.
Nas cobranças, a estrela de Bruno brilha novamente. Logo nas duas primeiras cobranças, feitas por Lúcio Flávio e Juninho, o goleiro voa para realizar duas difíceis defesas. Léo Moura bateu a penalidade que deu o primeiro dos três títulos cariocas que viriam a se concretizar.
 

Em 2008, tem início a disputa do Campeonato Estadual. O Flamengo vence o Boavista por 2 a 0, repetindo o mesmo começo da temporada passada, novamente demonstrando um bom futebol. No entando, apesar da vitória, o Mais Querido vê o destaque da equipe sofrer uma grave contusão. Renato Augusto sofre um afundamento de ossos da face, que o levaria à sala de cirurgias e o deixaria afastado do time por alguns meses.

Na segunda partida, o Flamengo vence o Cardoso Moreira por 4 x 1. Na sequência, ocorreu o confronto contra o Duque de Caxias, que viu mais uma goleada rubro-negra, dessa vez por 5 a 1. O próximo resultado foi mais uma vitória do Mais Querido. 1 a 0 contra o Macaé, sem maiores dificuldades. Uma nova goleada é aplicada no América, por 4 a 0, e a primeira fase se encerra com triunfo sobre o Volta Redonda por 2 a 1. Com os reservas em campo na última rodada, pois já havia obtido a classificação e disputava a Libertadores simultaneamente, o Flamengo perde para o Fluminense, mas termina em primeiro do grupo.
Na semifinal da Taça Guanabara, novamente o encontro contra o Vasco. O capitão Fábio Luciano marca o primeiro tento da partida, após cobrança de falta precisa do lateral-esquerdo Juan. Logo em seguida, Ibson comete pênalti em Morais. A torcida vascaína chama por Edmundo, e o atacante atende. No entanto, a cobrança é defendida de forma magistral por Bruno, que vinha se especializando nesse quesito. Foi então que, aos 34 minutos, Léo Moura faz cruzamento milimétrico para Ronaldo Angelim, que cabeceia firme e dá números finais à partida que levou o Flamengo à final da competição.

A partida decisiva foi realizada no Maracanã, contra o Botafogo. O jogo começou muito equilibrado, porém sem muitas chances de gol. Até que, aos 27 minutos, Welington Paulista entra na defesa do Flamengo e chuta no canto do gol de Bruno, fazendo 1 a 0. No segundo tempo, Obina e Kleberson entram e mudam a cara do confronto. Fábio Luciano recebe pênalti atpós ser agarrado pelo defensor botafoguense dentro da área, que é batido com perfeição por Ibson. Diego Tardelli, que entrou em campo em seguida, marcou o golaço que valeu a conquista do primeiro turno.

Para a disputa da Taça Rio, o técnico Joel Santana resolve poupar vários titulares. No primeiro jogo, o Flamengo chega a estar perdendo de 2 a 0 para o Resende. Com uma grande reação, o time vira e vence por 4 a 2. Na rodada seguinte, o Mais Querido manda um time misto para enfrentar o Americano e consegue a  vitória por 3 a 1. A boa notícia ficou por conta do retorno de Renato Augusto à equipe, já recuperado da cirurgia na face.
Mais vitórias se seguiram até a final, novamente contra o Botafogo.

A primeira partida da grande decisão foi marcada pelo equilíbrio, com o primeiro tempo terminando sem gols. Para a metade final da partida, Diego Tardelli e Obina são postos em campo pelo treinador Joel Santana. E foi justamente deles a jogada que garantiu a vitória por 1 a 0.

No confronto derradeiro, Lúcio Flávio marca o primeiro gol da partida, aos 23 minutos da etapa inicial, após cobrança de falta. Com esse resultado, a decisão estava se encaminhando para as penalidades. No entanto, Obina e Diego Tardelli entrariam em campo para salvar o dia mais uma vez. Aos 4 minutos da metade final da partida, Juan cobra falta na cabeça de Obina, que manda no canto esquerdo e deixa tudo igual.

Depois que o Botafogo teve expulso Renato Silva, o Flamengo cresceu ainda mais na partida. Em mais uma jogada de Juan, Tardelli pega de primeira outro cruzamento milimétrico de Juan e acerta um chute preciso para virar a partida. E foi dele a jogada que resultou no gol que fechou a partida e deu o título para o Mais Querido, marcado por Obina.

O Rio de Janeiro era novamente rubro-negro.
e Juan. Em 29 de janeiro, foi a vez de encarar o Bangu, com mais um triunfo, dessa vez por 2 a 1. A seguir, o Flamengo vence o Volta Redonda por 1 a 0 com um gol marcado por Josiel aos 42 minutos do segundo tempo. O time mantinha os 100% de aproveitamento.

O Flamengo volta a jogar no Maracanã, onde enfrentou o Mesquita. Zé Roberto fez sua estreia pela equipe e, logo aos 6 minutos, fez seu primeiro gol vestindo o Manto Sagrado. Porém, o Mesquita empatou alguns minutos depois. Na segunda etapa, o técnico Cuca colocou em campo Éverton e Jônatas, que, contando com uma grande atuação de Ibson, fizeram com que o Flamengo dominasse a partida e vencesse por 4 a 1. O quarto gol foi marcado pelo goleiro Bruno, cobrando magistralmente uma falta. Era o seu terceiro gol com a camisa rubro-negra.

Apesar da derrota para o Resende na final da Taça Guanabara, o Flamengo buscou a recuperação no segundo turno do campeonato, alcançando a grande final da Taça Rio. Na decisão, o Mais Querido foi a campo para encarar o Fluminense, que tinha o franco favoritismo no confronto, com um time que contava com jogadores como Thiago Neves, Fred e o argentino Conca. O clube da Gávea mostrou uma determinação enorme e, mesmo com todas as adversidades, bateu o time tricolor por 1 a 0, com gol de Juan.

A grande final do Estadual marcaria o terceiro encontro seguido entre Flamengo e Botafogo.
A Nação ocupa novamente a maioria das arquibancadas e cadeiras do Maracanã. No início da partida, o Flamengo parte para cima do Botafogo. Aos 20 minutos, Juan é deslocado na área e é marcado pênalti. O próprio camisa 6 bate e marca 1 a 0. Ainda na primeira etapa, o time alvinegro consegue a virada com tentos marcados por Juninho e Reinaldo.

Para a metade final do jogo, Everton Silva e Erick Flores entram nos lugares de Léo Moura e Zé Roberto. Quando a torcida do Flamengo já estava achando que a derrota era certa, ocorre um lance incrível. Aos 39 minutos, Willians tromba com o lateral Gabriel, mas consegue se levantar e partir para a grande área com a bola. Ele dribla o defensor alvinegro e, mesmo desequilibrado, chuta a bola. O jogador Emerson, zagueiro do Botafogo, manda a bola para as suas próprias redes. A torcida do Flamengo vai ao delírio e tenta levar o time a uma virada, que acaba não acontecendo. A decisão ficaria para o próximo domingo.

Foi emocionante mais uma vez, do jeito que só o Flamengo sabe fazer.

O jogo era muito amarrado, mas aos 19 minutos o Flamengo chega ao seu gol. Tudo começa com um cruzamento de Ibson pela esquerda. A bola é cabeceada para cima pela zaga do Botafogo e sobra para Kleberson, que toca de cabeça, encobrindo o goleiro Renan e morrendo no fundo das redes. A partida continua com o Flamengo melhor em campo. Aos 38 minutos, Erick Flores se esforça para não deixar a bola sair pela lateral e toca para Juan, que é derrubado. A falta é um pouco distante do gol. Ibson toca de lado para Kleberson, que manda uma bomba. A bola desvia na perna de Alessandro, do Botafogo, e toma um efeito, toca na trave e entra.
No entanto, ainda era cedo para comemorar. O time alvinegrou consegue o empate na segunda etapa levando a disputa para as cobranças de pênalti.

E a decisão começa com Kleberson fazendo 1 a 0. Léo Silva empata logo depois. A seguir, Juan faz 2 a 1. Na segunda cobrança do Botafogo, Juninho solta uma bomba no meio do gol e Bruno defende com os pés. Na próxima cobrança, Airton cobra com categoria e faz 3 a 1. Gabriel diminui para o Botafogo. Leonardo Moura marca 4 a 2 e deixa o Flamengo com a mão na taça. A torcida fica na expectativa de Bruno defender o pênalti de Leandro Guerreiro e o Flamengo se tornar tricampeão. Bate um silêncio no Maracanã. Leandro Guerreiro parte para a bola e chuta no canto direito de Bruno, que voa e faz a defesa.

Uma explosão toma conta do Maracanã e das ruas da cidade. Pela quinta vez, o tricampeonato carioca é do Flamengo.

CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL PELA SEGUNDA VEZ

Copa do Brasil de 2006, vitória sobre o maior rival na final

 

 

 

 

 






Rubro-Negro sagrou-se bicampeão do torneio ao derrotar o Vasco no placar agregado por 3 a 0

O rubro-negro é um vitorioso por natureza. São poucos os dias do ano em que aqueles que fazem parte da Maior Torcida do Mundo passam sem comemorar a memória de algum título. Em 2006 não foi diferente, o Mengão conquistou a Copa do Brasil em cima do maior rival num placar agregado de 3 a 0.

No dia 26 de julho daquele ano, Flamengo e Vasco se enfrentaram pela segunda partida da final. E, como acontece em decisões desde 1988, o Mais Querido bateu o rival e levantou a taça. Um gol do lateral-esquerdo Juan, em chute firme da entrada da área, foi o suficiente para selar a vitória. Relembre:

Uma semana antes, o Rubro-Negro já havia deixado o título encaminhado. Obina marcou um golaço, Luizão completou o placar e o Flamengo terminou a primeira partida, diante de um Maracanã lotado, vencendo por 2 a 0.
 
O Flamengo não teve vida fácil na trajetória para o título. Alcançou goleadas, mas enfrentou rivais tradicionais e precisou batalhar por cada resultado.

Contra o ASA, na primeira fase, sustos. O Mais Querido saiu atrás no placar nas duas partidas. Na primeira, Ronaldo Angelim empatou e tudo acabou igual: 1 a 1. Na volta, Renato Silva e Horacio Peralta marcaram os gols que levaram o Flamengo à rodada seguinte.

Na próxima fase, outro rival do Nordeste: o ABC, de Natal. Sob comando de Waldemar Lemos, o Flamengo conquistou vitória magra no Frasqueirão: 1 a 0, gol de Ronaldo Angelim. Na volta, o Rubro-Negro se impôs. Renato (2), El Tígre Ramírez e Luizão marcaram e o placar ficou em 4 a 0.

O campeão brasileiro de 1978 foi o adversário da próxima fase. O Flamengo teve, no jogo de ida contra o Guarani, seu melhor resultado na competição. O Maracanã assistiu Luizão, Léo Moura, Renato Abreu, Obina e Juan balançarem as redes e o Mengão golear: 5 a 1. Na volta, a derrota por 1 a 0 ficou longe de tirar o time das quartas de final.
 
Desta vez em um clássico interestadual, o Maracanã lotou mais uma vez para empurrar o Mais Querido. Contra um rival dificílimo - o Atlético-MG -, o Flamengo não se intimidou e, mais uma vez, goleou. Dois gols de Renato, um de Obina e um de Jônatas credenciaram o Rubro-Negro para a partida de volta. No Mineirão, um 0 a 0 garantiu a vaga nas semifinais. 

No último desafio antes da decisão, o adversário foi a grande surpresa do torneio. O Ipatinga chegou à semifinal após bater clubes tradicionais, como Santos, Fortaleza e Botafogo. Na casa do rival, o Flamengo ia garantindo uma grande vantagem para a volta. Obina marcou ainda no primeiro tempo e o placar mostrava a vantagem por 1 a 0, mas Camanducaia igualou já nos acréscimos da etapa final. Foi do mesmo Camanducaia o gol que assustou o Maracanã no jogo de volta. Aos dez minutos, a equipe mineira abriu o placar. Mas a Nação Rubro-Negra não teve tempo de lamentar. Quatro minutos depois, Marcelinho empatou. E, no segundo tempo, Renato Abreu garantiu o Rubro-Negro na final.

Na decisão, um clássico. Que o Flamengo não perdia - e segue sem perder em decisões - desde 1988. Deu a lógica: Flamengo campeão.
 

O QUARTO TRI ESTADUAL

A camisa pesou

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Flamengo venceu estadual por três anos seguidos contra o mesmo rival


A década, o século e o milênio chegavam ao fim. O mundo passava por grandes transformações. O surgimento da internet dava início à era da informação, mudando dinâmicas, processos e relações em todo o mundo. Mas uma coisa não mudava: o Flamengo conquistava títulos.


O Rubro-Negro conseguiu a façanha de se tornar simultaneamente o último campeão carioca da década de 90, do século XX e do segundo milênio e o primeiro time a triunfar no estado na década de 00, no século XXI e no terceiro milênio.


Isto tudo com um belíssimo tricampeonato conquistado em três anos diferentes, mas sobre o mesmo rival: o Vasco.

Tudo começou em 1999. Os rivais decidiram a Taça Guanabara. Athirson e Romário marcaram para o Mais Querido. Odvan diminuiu, mas deu Flamengo. O cruzmaltino deu o troco na final da Taça Rio, o segundo turno do estadual. Depois de decidir os dois turnos, o clássico seria agora cenário para a decisão do campeonato carioca.



Mesmo com desfalques importantes, o Flamengo empatou no jogo de ida em 1 a 1. O alvinegro abriu o placar, mas Fábio Baiano marcou gol. No jogo de volta, um gol de falta fez a diferença. O 0 a 0 marcava um jogo tenso. No segundo tempo, o prata da casa Rodrigo Mendes partiu para a cobrança de bola parada na frente da área. O tiro rasteiro entrou no canto e foi o único gol da partida. Flamengo campeão.



No ano seguinte, o craque Romário mudou de lado. Mas nem isso foi possível para virar o jogo a favor do Vasco. Parecia que o título da Taça Guanabara, com goleada sobre o Rubro-Negro na final, era o primeiro passo de uma conquista certa. Mas o jogou virou. O Flamengo cresceu durante a Taça Rio e levou o título, chegando a mais uma decisão.

O primeiro jogo foi um passeio rubro-negro. O Vasco se defendeu. Mas Athirson abriu o placar com chute de fora da área. Fábio Baiano aumentou o placar com bela cobrança de falta e Beto fechou o placar aproveitando bola ajeitada por Lúcio. No segundo jogo, Viola abriu o placar e o Vasco acreditou na virada da vantagem. Mas Reinaldo empatou e Tuta fez o segundo. No placar agregado, 5 a 1 - placar da final da Taça Guanabara. Em uma demonstração da superioridade rubro-negra, Beto repetiu as embaixadinhas feitas por Pedrinho no título do primeiro turno. Só que, em uma adaptação do ditado, quem faz embaixadinhas por último, faz melhor. Flamengo último campeão do milênio.




Foram dois anos perdendo a final para o Flamengo. O Vasco ganhou o Brasileiro, a Libertadores… Mas não o Carioca. Sempre a pedra rubro-negra no sapato. E o cruzmaltino chegou a 2001 com total concentração para acabar com esta sina.





O Flamengo se garantiu na final logo no primeiro turno, ao vencer o Fluminense. A decisão foi emocionante. O empate por 1 a 1 levou o jogo aos pênaltis. Cássio bateu com tanta força que nem a defesa do goleiro foi capaz de impedir a bola de pegar um efeito inacreditável e entrar. O Cruzmaltino conseguiu ganhar a Taça Rio, se credenciando a mais uma decisão. Era a chance da vingança.





O Flamengo sofria com divergências internas no elenco, mas se uniu para a decisão. O Vasco saiu na frente, ganhando o primeiro jogo por 2 a 1. Podendo até perder o segundo jogo, o adversário se aproveitou da vantagem e abusou das provocações na semana anterior ao jogo final.





Edilson, o Capetinha, botou o Mais Querido à frente. O Vasco empatou. Novamente, Edilson botou o Flamengo na frente. A vantagem era vascaína, que tinha a melhor campanha. E levava o título até os 43 minutos, quando Petkovic provocou um milagre e fez um dos gols mais bonitos da história rubro-negra.





Pelo terceiro ano, o Flamengo foi campeão. Pelo terceiro ano, a camisa pesou.